Patrulhamento ideológico na Capes?

Denúncia ao Serviço Social Brasileiro e pesquisadores das ciências sociais



É com muita tristeza e indignação que socializamos com todos/as vocês

síntese do parecer da CAPES relativo ao Projeto "Crise do Capital e Fundo

Público: Implicações para o Trabalho, os Direitos e as Políticas Sociais",

apresentado ao Edital Procad 071/2013. 

Nem arquibancada, nem passarela: a rua é o lugar da revolução! e “O gigante acordou” e está abrindo portas ao fascismo!

Renan Meireles/aluno do Departamento de Geografia/FFLCH-USP

 

Dezenas de milhares de manifestantes em São Paulo bradam em alto e bom som: “o povo acordou!” Mas o que essa frase pode nos revelar? Quem e o que está por trás dela? E, afinal, quem acordou? Na mesma manifestação um jovem levava um cartaz escrito: “Se você acordou agora, atenção, a periferia nunca dormiu.”

A luta é urbana, o caminho esta ainda sendo construído.

   Ana Fani Alessandri Carlos   

             O urbano é agora a escala do mundo. O que esta posto para o debate como produto da contestação,  como momento em que a luta se impõe como necessidade e desejo (entrando em conflito com a passividade do cotidiano), numa escala mais ampla, é o "direito à cidade", como direito à vida urbana em sua plenitude. E só o debate e a reflexão permitirão pensar os passos seguintes.

Nem 3,20 nem 3,00: o problema é bem mais complexo.

Ana Fani Alessandri Carlos

 

A porcentagem de população que esta abaixo da linha da pobreza diminui, no Brasil, mas uma parte significativa da população da metrópole paulistana vive com salários irrisórios aonde a concentração exacerbada da riqueza separa e segrega com violência (a violência como conteúdo da urbanização, que não aparece nos jornais, nem ganha espaço nos noticiários). Em São Paulo, no ano de 2010, 36,4% da população recebia até 2 salários mínimos. Numa metrópole que se reproduz aumentando cada vez mais o deslocamento casa/trabalho e a fadiga do percurso (subtraindo o tempo do lazer e do descanso), o preço e a qualidade do transporte (aliado políticas urbanas que expulsam os pobres das áreas centrais de metrópole) limita a realização da vida. Daí as cenas dos transportes insuficientes, lotados transportando por horas à fio, trabalhadores apinhados como gado, que vivem amontoados nas periferias desurbanizadas. Já a vida cotidiana se apresenta, tendencialmente, invadida por um sistema regulador, em todos os níveis, que formaliza e fixa as relações sociais reduzindo-a a formas abstratas limitando os usos do espaço diluindo direitos de acesso à metrópole como um todo.

Mapas das Operações Urbanas em São Paulo

Por Lívia Maschio Fioravanti

Mestranda em Geografia Humana - USP

 

            Dando continuidade às discussões publicadas pelo GESP sobre incêndios criminosos em favelas, ressaltamos a importância de um mapa elaborado pelo jornal Brasil Atual mostrando pela primeira vez uma sobreposição de incêndios em favelas e as Operações Urbanas vigentes e previstas em São Paulo[1].  

            As Operações Urbanas são uma das faces mais perversas dos projetos de requalificação urbana em São Paulo. Elaboradas a partir de mecanismos que legitimam e intensificam a concentração de renda e a expulsão da população de menor renda para áreas mais distantes da metrópole, as Operações Urbanas são um “mecanismo de exceção” que “costuram” grande parte da cidade de acordo com as conjunturas mais favoráveis aos agentes do mercado imobiliário.

NOTÍCIAS DE EXPERIÊNCIAS DE LUTA PELA MORADIA – I

Fabiana Valdoski Ribeiro

valdoski@usp.br

fabianavaldoski@gmail.com

Barcelona – Fevereiro – 2013

Logo no início de um texto, Seabra (1996:71), ao tratar da obra de Henri Lefebvre, expõe que o núcleo do pensamento do autor é o uso. No entanto, a busca não está apenas na apreensão do uso em si, mas na contradição que se dispõe em relação ao par dialético troca. É esta relação entre uso e troca que nos deparamos quando tentamos esmiuçar os processos de resistência no espaço urbano. O uso – emprego do tempo num determinado espaço – revela o embate com a tendência lógica da quantificação e da eficiência do tempo, bem como o confronto com a instrumentalização do espaço.

Ato-debate contra os incêndios nas favelas de São Paulo.

A ser realizado no dia 10 de Outubro na USP, quarta-feira, no Prédio da História e Geografia, as 18:00 hs.

 
Participe!!

Incêndio nas favelas: o urbanismo da destruição

 

Por Lucimar F. Siqueira. Fonte: http://www.blogspot.com/

"A cidade de São Paulo vive uma situação de repressão crescente e constante nos últimos anos. O símbolo menos visível dessa repressão, talvez, é o capital especulativo, reproduzido por bancos, empreiteiras e grandes corporações.

Expansão imobiliária na periferia.

Entrevista da Jovem Pan On Line com o geógrafo e pesquisador do Gesp, Prof. Dr. Danilo Volochko, trata da expansão imobiliária na periferia de São Paulo.

Assista a entrevista acessando o link:

http://jovempan.uol.com.br/videos/crescimento-desordenado-aumenta-problemas-nas-periferias-de-sp-67866,1,0

Revista Espaço Aberto da USP, em sua edição 143 apresenta entrevista com Profa. Ana Fani A. Carlos.

Professora da FFLCH dedicou a vida aos estudos relacionados ao espaço urbano

Ana Fani Alessandri Carlos, professora titular do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), é uma mulher ativa, de grande participação na Universidade em que começou a estudar no ano de 1971. Nascida em São Paulo, no bairro da Barra Funda, de família italiana, casada com um economista e sem filhos, Fani sempre se ligou à cidade em que nasceu, o que ajudou na escolha de seu caminho para estudar o espaço urbano.

No ano de 2012, a professora recebeu um dos prêmios mais importantes da área na qual atua, o “Prêmio Internacional de Geocrítica”. Este é apenas um dos frutos de uma vida toda voltada para a geografia e o estudo do espaço urbano. Além desse prêmio, a professora já recebeu uma menção honrosa do Jabuti e diversas outras homenagens.

"Contra o produtivismo, um protesto solitário." Por Ana Fani Alessandri Carlos

Compreender as condições nas quais se reproduz a sociedade brasileira, iluminar os conflitos e a condição profundamente desigual desse processo, requer dos pesquisadores a disposição de "habitar o tempo lento" imposto pela atividade do conhecimento. Esta compreensão – como prova a história do conhecimento – não é individual, pois pressupõe o debate de ideias entre pares, fundado no respeito à diferença e nas possibilidades postas pela diferença de vertentes e posições teórico- metodológicas que, antes de se conflitarem, se enriquecem. Esse processo exige tempo e condições de trabalho, exige também compromissos, e exige, ainda, disposição para o debate. O trabalho individual de reflexão/análise se coloca como pressuposto da elaboração do conhecimento, condição do debate.

O giro cultural e os estudos urbanos, por Ana Fani Alessandri Carlos

 

Leia a reflexão resultado da sessão realizada dentro do 54 Congresso do ICA (International Congress of Americanists), na cidade de  Viena, em julho de 2012. 

O texto traz uma reflexão sobre o papel que a cultura no mundo moderno e foi elaborado pela Profa.                                                            Ana Fani Alessandri Carlos, coordenadora da sessão.

 

Para ler o arquivo em PDF é só acessar clicando no título desta matéria.

Boa leitura.

 

Projeto SP 2040: “a cidade que queremos” é a cidade que quem quer?

Por Lívia M. Fioravante, mestranda em Geografia Humana/USP

 

"Em clima de campanha às eleições municipais, os debates sobre os considerados problemas urbanos (ainda mais intensos em uma metrópole da dimensão de São Paulo) parecem ressurgir com mais fervor nos discursos políticos ou na imprensa.

Como a causa de muitos desses problemas (como trânsito, poluição, falta de acesso à educação, moradia, lazer...) está, segundo uma ideologia fortemente impregnada em grande parte dos habitantes das metrópoles e difundida pelo poder público e por certos acadêmicos, na falta de um “planejamento eficaz” e “em longo prazo”, como questionar um projeto cujas diretrizes preveem uma São Paulo até o ano de 2040, perpassando sete gestões municipais?

 

Para ler mais acesse o PDF, clicando sobre o título desta matéria. Boa leitura!!

O Feirão da Caixa Econômica Federal e o sonho da casa própria dos brasileiros

Por Glória da Anunciação Alves

 

" Precisamos lutar sim por uma política pública que garanta o direito à moradia e não necessariamente à propriedade privada. É necessário que se garanta o direito assegurado em nossa Constituição (artigo 6 dos direitos fundamentais) mas que ainda está longe de se tornar uma realidade."

 

Para ler mais, acesse o arquivo anexado.

Profa. Ana Fani recebe Prêmio Internacional em Bogotá, maio de 2012.

XII Colóquio Internacional de Geocrítica, ocorrido na cidade de Bogotá, no período de 7 a 11 de maio de 2012, a Profa Dra Ana Fani Alessandri Carlos, coordenadora do GESP,recebeu o Prêmio Internacional Geocrítica 2012.

 

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